A mudança não ocorre de uma hora para outra; ela vai te envolvendo devagarinho. Um pensamento aqui, um suspiro ali, e quando menos espera, você se encontra na incrível jornada de transformação de anseios, desejos e valores. O que era tão essencial deixa de ter relevância. Aquilo que era imprescindível para se viver deixa de significar. Você simplesmente evoluiu. Metas sendo deixadas para trás e novas surgindo. Foi assim: um dia era artesã, moldando o informe em flores, e de repente, como fumaça dispersa pelo vento, trocando a tesoura, tão amiga e companheira, pela caneta, papéis, computadores. Como isso se deu? Quando? Por quê? Como o grande filósofo Sócrates expressou certa vez: “Só sei que nada sei.” Talvez os tesouros da escrita estivessem ocultos, prontos para serem descobertos e transformados em arte. Quem sabe seja apenas parte do processo humano de redefinir e enxergar a vida com uma nova perspectiva?
