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O Retrovisor

Ninguém que dirige fica olhando o tempo todo para os espelhos retrovisores. Cada retrovisor tem a sua importância no veículo; o motorista precisa do auxílio destes na hora de fazer uma ultrapassagem, uma conversão e, principalmente, na hora de estacionar em alguma vaga apertada. Por meio deles, é possível ter uma noção da distância e velocidade em que os outros veículos estão na via e, assim, saber o momento mais adequado de concluir uma manobra.

 Entretanto, o foco do motorista deve estar em olhar através do parabrisa  principalmente, pois o mais importante é o que está acontecendo à sua frente. 

Saiba diferenciar o necessário do importante

 Certa vez, meu filho, querendo um brinquedo, me disse: “papai, eu preciso muito disso”. Rapidamente, eu o respondi: “eu sei que você quer muito, mas na verdade não é algo que você precisa”. Mesmo ele tão pequeno entendeu o que eu disse, mas aquela simples fala dele me fez refletir bastante. Com frequência buscamos coisas que consideramos cruciais e essenciais em nossas vidas, como se fôssemos incompletos na ausência delas, e nos frustramos, quando não conseguimos alcançar tais conquistas. 

 Em momentos como esse, as palavras simples e sinceras de meu filho serviram como um poderoso lembrete. Às vezes, é fácil confundir nossos desejos com necessidades, criando expectativas que, quando não atendidas, geram frustração e a busca por culpados. Essa experiência me fez perceber a importância de cultivar uma perspectiva mais equilibrada em relação às nossas aspirações, distinguindo claramente entre o que queremos e o que verdadeiramente necessitamos. Ao fazê-lo, podemos encontrar contentamento mesmo diante das inevitáveis oscilações da vida, focando no que é essencial para nosso bem-estar genuíno.    

“Cada um tem aquilo que merece”

 Ouvi essa frase numa palestra que participei há alguns anos e o coach nos fez refletir que tudo aquilo que estamos passando hoje, seja de bom ou ruim, dependerá de cada uma de nossas escolhas no passado. No momento da fala é claro que foi um “soco no estômago”, porque ninguém poderia esperar, e na hora ficamos a pensar: o que esse sujeito está falando? Mas, refletindo um pouco, passamos a entender que, no fundo, ele tinha razão. E, muito embora não seja uma verdade absoluta, começou a fazer sentido. Como a lei da semeadura que diz que colhemos aquilo que plantamos, tanto em qualidade como em proporção. Se o que você está colhendo não o agrada, então mude as suas sementes.