Há alguns anos, eu cultivava uma mania de limpeza, sempre passando lustra móveis no
chão. Um dia, minha filha Evellyn, com apenas 9 anos, escorregou nesse chão, resultando
em uma queda que resultou na quebra do cotovelo. Todos presentes testemunharam a
cena impactante do osso exposto. Rápido, peguei um pano de prato com gelo e a levei às
pressas para o hospital.
A caminho do hospital, eu estava clamando a Deus no banco de trás, enquanto meu
esposo, Fábio, dirigia. Evellyn, desde muito pequena, sempre acreditou no poder de Deus.
Então, eu perguntei a ela: “Minha filha, você crê que o Senhor Jesus pode te curar?” Ela
respondeu afirmativamente, mantendo sua fé no poder de Deus.
Enquanto eu orava fervorosamente, o Senhor me mostrou em visão um túnel com uma
luz intensa, misturando vermelho e amarelo. Eu caminhava por esse túnel e, ao chegar
mais à frente, via claramente o osso exposto no braço de Evellyn. Com os olhos fechados,
comecei a chorar, orando pela soberania de Deus na cura, lembrando que Ele é o mesmo
ontem, hoje e sempre. Eu declarei que para Deus bastava uma ordem para que o osso
fosse colocado no lugar. No meio das minhas orações, Deus me deu novamente a visão
do túnel, agora completando-se com uma terra à frente. Ao alcançar o final do túnel, vi o
osso sendo restaurado pela terra, e então a visão se dissipou.
Naquele momento, perguntei a Evellyn se poderia retirar o gelo, pois eu sabia que o
Senhor a havia curado. Para a glória de Deus, sem comunicar meu esposo, com calma,
disse a Evellyn que esticasse o braço, pois o Senhor já havia realizado Sua obra em sua
quebradura. Para a honra e glória do nome do Senhor, quando ela esticou o braço, o osso
não estava mais exposto.
Ao chegarmos ao hospital, meu esposo Fábio, ainda nervoso, pediu para que eu
colocasse o gelo novamente. Eu comuniquei a ele que não precisávamos mais estar ali
naquele lugar, explicando que o Senhor já havia operado um milagre. Ele ficou chocado
com minha fala, e mesmo preocupado, entramos com nossa filha no hospital,
preenchemos a ficha, e em seguida, retirei o gelo de suas mãos.
Ao chegarmos à recepção, percebi uma rampa. Em acordo com minha filha, decidimos
correr de braço esticado para que o pai visse que ela fora curada, pois ainda não havia
percebido devido ao choque. Quando meu esposo nos viu correndo e notou que o braço
dela estava completamente curado, ele também glorificou a Deus e pediu o cancelamento
da ficha no hospital.
Para nossa surpresa, a recepcionista explicou que o médico estava sozinho há 30
minutos e não entendia por que não tínhamos sido chamados. Então, para a honra e glória
do Senhor, declarei que o Senhor havia curado minha filha, e naquele instante, eu não
precisava mais da ciência dos médicos, pois Deus ainda opera milagres.
Hoje, minha filha já adulta, não sente dores e não tem nenhum resquício de que algo
tenha acontecido em seu braço naquele dia.
Filipenses 4:13 – “Tudo posso naquele que me fortalece.”
Testemunho de Alcione Montenegro
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