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“Crianças Desafiadoras: O Enigma do Transtorno Opositivo”

A criança com TOD geralmente apresenta dificuldade em aceitar regras
impostas pelo educador, não gostando de obedecer. A reação emocional do
TOD é extremamente exagerada; durante momentos de descontrole
emocional, eles chegam a quebrar objetos dentro de casa, desestabilizando a
família e a escola, pois suas reações são extremamente desafiadoras. Podem
tomar atitudes maldosas, utilizando palavras de baixo calão e fazendo
chantagens emocionais. Isso ocorre geralmente entre os 3,4 anos até os 8,9
anos, uma fase em que as crianças já têm pleno entendimento do uso do “não”
e das frustrações.
O TOD é um transtorno recente, sendo apenas nos anos 2000 que as
pesquisas começaram a constatar que o cérebro da criança com TOD funciona
de forma diferente. Pesquisas indicam que o cérebro de quem tem TOD
apresenta uma instabilidade nas áreas de autorregulação emocional ao cumprir
atividades que não são de seu desejo. Isso leva a desequilíbrios, resultando
em comportamentos disruptivos. De 40% a 50% dos pacientes precisam ser
medicados, pois os pais já estão em situação de estafa, alguns têm dificuldade
de se expressar como autoridades e flexibilidade emocional diante das diversas
intervenções comportamentais.
CARACTERÍSTICAS DO INDIVÍDUO COM TRANSTORNO OPOSITIVO:
 Quer sempre estar no mesmo nível que a autoridade, não desejando
conviver de forma subserviente; geralmente, quer dirigir os rumos da
casa e da escola.
 Manifesta comportamento marcado por irritações excessivas.
 Em muitos casos, age com violência física ou verbal.
 Devido à dificuldade em aceitar liderança, têm problemas em lidar com
regras, limites e respeitar autoridades.
 Na vida escolar, o aluno com TOD pode demonstrar déficits, como
atrasos de desenvolvimento, dificuldade de socialização e comunicação.
 Tem muita dificuldade em compreender que a obediência traz mais
benefícios do que a desobediência.
Como podemos lidar? Na hora de uma crise de raiva, os responsáveis
presentes não devem discutir nem gritar, pois a criança fica completamente
impermeável a qualquer palavra dita a ela. A melhor maneira de agir é esperar
que ela se acalme após 30, 40 minutos, pois isso vai passar.

Quando o aluno estiver mais calmo, sente-se e converse com ele. Explique o
que aconteceu, mostrando que buscar outros caminhos será mais vantajoso,
não apenas para ele, mas também para os coleguinhas.
Respeitar o tempo em que a criança se frustrou ou decepcionou, a raiva que
vai aparecer e manter a palavra como adulto são fundamentais. Isso ajuda a
criança a compreender que as regras precisam ser cumpridas e que reações
explosivas não trarão o resultado desejado.
Devido às atitudes desafiadoras da criança com TOD, os educadores
responsáveis precisam falar a mesma língua: regras são regras e ponto final.
Se uma fala não o restante da escola, família precisa falar não. É importante
ser direto, claro e objetivo, sem dar espaço para contra-argumentações.
 Perceba se a criança apresenta algum dos três transtornos comumente
associados a pessoas com TOD: transtorno bipolar, transtorno de déficit
de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista
(TEA). Identificar essas condições é essencial para um tratamento
específico.
No ambiente escolar: É importante conhecer o transtorno, pois, devido à
dificuldade da criança em autorregular sua frustração, o foco de trabalho deve
ser em conhecê-la individualmente, valorizar seus pontos positivos, construir
atividades de poucas etapas, conceitos mais curtos, recompensas e regras
com foco positivo, ensinar a como respeitar os amigos (empatia) e não educá-
la apenas com base no “não pode”.
A última dica é o estabelecimento de regras e rotinas, algo que todos adoram
fazer dentro de sala
Neste intrigante artigo, mergulhamos no enigma do Transtorno Opositivo
Desafiante (TOD) em crianças. Desvendamos os comportamentos
desafiadores, as características do indivíduo com TOD e estratégias para lidar
com essa condição única.
Se você se identificou com as situações descritas ou conhece alguém que
possa estar passando por isso, saiba que não está sozinho. Entender o TOD é
o primeiro passo para oferecer o suporte necessário a essas crianças e suas
famílias.
Este é apenas o começo de uma série de artigos que compartilharão
informações valiosas sobre temas relevantes. Se você tem algum familiar ou
amigo enfrentando desafios semelhantes, encoraje-os a buscar atendimento
especializado.
Estamos comprometidos em fornecer orientações que possam fazer a
diferença na vida de cada leitor. Fique atento, pois estaremos enviando mais
artigos para ajudar na compreensão e superação de diversos desafios.

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